Confronto, confusão, perplexidade hipnotizam corações e mentes por trás de olhos incrédulos e sem culpa. De um lado quem lança o projétil, de outro quem o recebe, um jogo insano que acontece nas batalhas. Wirro (confronto) que poderia ser evitado, desnecessário à humanidade. Milênios de werre (guerre, guerra) peolo domínio do mais fraco, pela imponência da majestade. War (guerra) pela defesa dos interesses camuflados por uma liberdade de obedecer a tirania da maioria.
Eu conhecia a deste cara, (Bruce Springsteen), de 1986 ou por aí.
Mas como sou curioso e desconfiado encontrei a original de Edwin Starr do ano de 1969, quarenta e um anos atrás – embora o vídeo tenha como ano de referência 1970 – e o pior, nada mudou.
A letra é de Edwin Starr (1969).
WAR
War What is it good for Absolutely nothing War is something that I despise For it means destruction of innocent lives For it means tears in thousands of mothers' eyes When their sons go out to fight to give their lives
War What is it good for Absolutely nothing Say it again War What is it good for Absolutely nothing
War It's nothing but a heartbreaker War Friend only to the undertaker War is the enemy of all mankind The thought of war blows my mind Handed down from generation to generation Induction destruction Who wants to die
War What is it good for Absolutely nothing Say it again War What is it good for Absolutely nothing
War has shattered many young men's dreams Made them disabled bitter and meanLife is too precious to be fighting wars each day War can't give life it can only take it away
War It's nothing but a heartbreaker War Friend only to the undertaker Peace love and understanding There must be some place for these things today They say we must fight to keep our freedom But Lord there's gotta be a better way That's better than War
War What is it good for Absolutely nothing Say it again War What is it good for Absolutely nothing
Enquanto as medidas de deter as mudanças climáticas globais fracassaram, para o deleite de muitos, em Kopenhagen, aqui, no paraíso tropical, nos preocupamos em decidir qual aviãozinho comprar.
Esta noite sou uma nuvem sem forma acompanhando o rumo de um vento sul. Encubro uma Lua crescente que ilumina pensamentos e se esconde em mim. Deixo a velocidade me desfazer lançando um resto de consciência no ponto onde a matéria será mais uma vez luz. Sem identidade, sem as amarras de um amor egoísta ou de uma posse vil. Nem mais, nem menos, apenas um ponto de uma nuvem que se desfaz ao vento de emoções que rodopiam numa espiral insana.
"Em nome do cientificismo, comportamentos pragmáticos e raciocínios técnicos, que atropelam os esforços de entendimento abrangente da realidade, são impostos e premiados. Numa universidade de 'resultados', é assim escarmentada a vontade de ser um intelectual genuíno, empurrando-se mesmo os melhores espíritos para a pesquisa espesmódica, estatisticamente rentável. Essa tendência induzida tem efeitos caricatos, como a produção burocrática dessa ridícula espécie dos 'pesquiseiros', fortes pelas verbas que manipulam, prestigiosos pelas relações que entretem com o uso dessas verbas, e que ocupam assim a frente da cena, enquanto o saber verdadeiro praticamente não encontra canais de expressão."
"Que fazer, quando, na própria Casa fundada para o culto da Verdade, a organização do cotidiano convida a deixar de lado o que é importante e fundamental?"
Após fugir da "Casa do culto da Verdade", também me pergunto: O que fazer? O que fazer? Você também Dri?
Um Esopo onírico, certa noite sussurrou-me um conto que começava assim:
‘A uva murcha caída sobre uma folha morta no solo úmido olhava para o cacho acima e pensava “Ela é tão túrgida e bela refletindo o sol desta manhã! Mas não sabe nada! Ainda está verde!”’
Em meio a declarações viscerais e emotivas de uma multidão reacionária, arbitrária e perdida em um discurso pseudo-intelectual procuro, antes de reagir, saber mais a respeito das variáveis que envolvem o que me estremece.
Leio no Título I, Dos Princípios Fundamentais, o art. 3.° da Constituição Federal, que estabelece que constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
Continuo e encontro no Título II, Dos Direitos e Garantias Individuais, Capítulo I, art 5º, XII: “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;”
Paro, respiro e penso: “Quero mais!”
Encontro entre relatórios perdidos do IBGE de 2003 uma análise do analfabetismo no Brasil com base em dados coletados em 2000 que havia aproximadamente 16 milhões de analfabetos no país. Considerando-se as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, denominadas “analfabetos funcionais” esse número sobe para aproximadamente 33 milhões. Segundo o “Popclock” do IBGE atualmente (2009) a população brasileira é de aproximadamente 192 milhões o que representa que aproximadamente 15% da população pode ser enquadrada como “analfabeta funcional” numa estimativa grosseira.
Contextualizando, diz o Grande Artista, a respeito de Marina Silva: “não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro.”
Para analisar volto à consulta destacando o escrito e reproduzo definições do dicionário Houaiss online.
Analfabeto – “que ou aquele que desconhece o alfabeto; que ou aquele que não sabe ler nem escrever; que ou aquele que não tem instrução primária; que ou o que é muito ignorante, bronco, de raciocínio difícil; que ou aquele que desconhece ou conhece muito mal determinado assunto ou matéria.”
Cafona – “que ou o que revela mau gosto, convencionalismo ('apego ao que é convencional'), pouca sofisticação ou pouco trato social.”
Grosseiro – “de qualidade inferior; grosseirão; que denota imperfeição; malfeito, tosco; destituído de engenho, de finura; que denota indelicadeza, descortesia; que demonstra imoralidade, falta de decência; indecoroso, obsceno.”
Vou para o outro lado buscando mais informações a respeito da formação acadêmica do Grande Artista. Horas depois encontro que cursou filosofia, pergunto: Terminou? Tem graduação? Parou no ensino médio? Sua formação é mais importante que sua “obra”?
Pergunto mais:
Quando se referiu ao Presidente Lula como analfabeto, cafona e grosseiro pretendeu discriminá-lo por sua escolaridade, seu mau gosto, sua pouca sofisticação ou por sua qualidade inferior, sua falta de finura, sua indelicadeza, descortesia?
Caso seja esse o caso não estaria o Grande Artista, que se precisa se beneficiar lei Rouanet para realizar seus shows, violando um direito constitucional praticando a discriminação em pelo menos três de seus tipos? E a lei?
Em todo caso analfabeto ouve o Grande Artista e ainda tem direito a voto, embora Ele, o antônimo de sagaz, nem mesmo se importe com isso!
Salga-me o sal de teu mar e tuas ondas. Mais do que mortalha minha última amante com suas águas cálidas. Não de lágrimas, de um suor efervescente. Não vejo países, fronteiras, bandeiras. Não rezo em vão, não, não rezo. Nem busco noivas por casar. Desprendo-me da posse vã de corpos azulados. Embora já tenha procurado o amor, um pouco de paz e harmonia, almejo agora os ventos de tempestades furiosas. Corredeiras fortes e montanhas íngremes me atraem.
Alma? Não discuto metafísica em mesa de bar ou embalado por um ópio mofado em paraísos artificiais. Aliás, não me interesso por metafísica. Nem me iludo com as armadilhas da percepção. Procuro passagens míticas muito além de estreitos e cabos de tormentas. Em abismos mais profundos do que poderia imaginar. Onde não há copos vazios ou garrafas quebradas. Por trás de um espelho distorcido onde posso ver minha imagem como ela realmente é por trás das trevas que me inundam.
PÁSCOA 2009 - CHURRASCO'N ROLL - NO CENTRO CULTURAL RIO VERDE
Um dia de celebração com as Bandas "Fábrica de Animais" e "Saco de Ratos Blues" e muitos amigos, num lugar pra lá de especial o "Centro Clutural Rio Verde" (link aqui).
Com pessoas especiais, as fotos (link aqui) com flash feitas por Vivian Vianna.
Ando em círculos de fogo. O calor é quase insuportável. Sei que ficará insuportável. Destilarei meu próprio veneno sob forma de palavras ao vento. Morrerei por minha vontade, no limite do suportável. Como saída à dor lancinante meu aguilhão letal. Não à morte inevitável, sim ao ato de morrer, como uma ação da vontade no momento que escolher.
O olhar fixo à frente, gotas de suor escorrendo lentas pela testa. Pupilas divididas pelo horizonte. Ao redor, como um turbilhão de lanças e lâminas em uma luta ancestral, voam os problemas de uma vida caótica aparentemente ordenada. Uma caminhada insana em um limite claro de um lado as armadilhas dos desejos que se apegam à vida, do outro a eterna conselheira que espera uma chance para me mostrar as planícies muito além da morte. Não há um barco com condutor loquaz para entreter a viagem, nem um irmão de alma para depositar as moedas nos olhos adormecidos.
Em cada pequeno ato trilhando a fina lâmina entre a vida e a morte. Uma concentração avassaladora toma meu corpo reduzindo-o a nada. Desaparecem os contornos dos lugares em que me encontro restando apenas o ato. As horas se passam com uma lentidão eterna e não há vidro para proteger do vento. Não há dúvidas apenas uma ação que se conecta a outra em um fluxo ininterrupto. Sem tempo para uma reflexão racional sou apenas energia que flui de um centro que desconheço. Não importa o resultado tenho apenas a alternativa da rocha que se desprende da montanha rumar sem intenção para baixo.
Recentemente lembrei-me que possuía um lar perdido em algum lugar de minha vida. Sabia que precisava encontrá-lo e juntar-me mais uma vez a ele. Esparramar meus olhos por seus contornos sagrados, absorver sua paz. Desorientado soube que ali encontraria uma visão interior.
De costas no chão observei o teto. Controlei a respiração esvaziando a mente. Concentrei-me em um ponto e deixei os globos rodarem. Suportei a vertigem. Não via saída no beco de minha vida, mais uma vez como outras, mas diferente. Outra vez sentindo a sensação permanente do fio da espada. A um lado a vida sem saída, do outro a morte como saída definitiva.
Súbita mudança e apenas sentia ser um ponto, referência universal de mim mesmo. Ponto perdido em infinitas estrelas que espelhavam minhas faces caleidoscópicas. Meus sentidos perdidos em uma trama violenta de sedução e desejos. Depois apenas o nada. Nem ponto nem sentidos ou qualquer noção referencial. Apenas a certeza de que o que está dentro está fora.
Percebi, mais uma vez, que enquanto houver vida nunca será tarde para reinventá-la. Rearranjá-la segundo um novo padrão coeso ao universo desconhecido. Palavras inúteis desperdiçando energia. Como fluxo de uma cachoeira imaginária pressionando os desejos, aniquilando as certezas. Restando apenas a escolha de um dos infinitos caminhos que se espraiavam em uma teia ininterrupta. Assim perdi a violenta erupção de agressão gratuita. Larguei-me em meu sagrado silêncio.
“Dê-me um lugar para se firmar e um ponto de apoio para minha alavanca que eu deslocarei a Terra.” (Ἀρχιμήδης)